<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832</id><updated>2012-01-29T16:58:33.368-03:00</updated><title type='text'>Implicado no Conceito</title><subtitle type='html'>por  celso r. braida</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-5620163142099400027</id><published>2011-11-10T09:47:00.002-03:00</published><updated>2011-11-10T11:21:41.259-03:00</updated><title type='text'>os novos cretenses</title><content type='html'>&lt;b&gt;Impressiona-me &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ffd966;"&gt;a fala que não quer falar&lt;/span&gt;, o discurso que não discursa, a posição que não se põe - imposturas, mas desejadas. Sobretudo na ala das humanidades, ninguém mais ousa pretender a verdade, ou o conhecimento, ou a prova e a demonstração; e todavia, ainda falam em justiça, em dever, em direito!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Essa impressão logo passa, como o arco-íris para o caminhante. Então percebo a razão genial que levou Flusser, um dos ideólogos desse estado de coisas, a usar a expressão "cretino".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como se sabe, "cretino" é uma palavra pejorativa e negativa no uso atual da língua, sem possibilidade de uso positivo. Dizer que alguém é cretino é fazer uma ofensa. Mas, pensando para além do uso, podemos ver que essa palavra tão somente indica que se trata de alguém dado a cretinices, típica dos cretenses, cujo protótipo foi delineado na filosofia, na lógica e na teologia, como aquele que afirma mentir, quando diz a verdade, mente, quando mente, diz a verdade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bem, não é isso que fazem esses cretinos inconscientes, quando professam teorias e fazem afirmações, mas renegam a pretensão à verdade? Dizem, "Vamos conversar, mas todo mundo tem razão e ninguém a verdade, por que isso é o que não há".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que assim se tenta, é um falar sem fazer, uma dicção sem ação. Sim, há um querer por detrás desse desdizer, há uma intenção subjacente a essa inação. Que isso não se mostre apenas é &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #e69138;"&gt;indício de pudor&lt;/span&gt;, e nisso está o ser do cretino, no sentido hodierno da palavra, como dissimulação dissimulada.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-5620163142099400027?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/5620163142099400027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=5620163142099400027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/5620163142099400027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/5620163142099400027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/11/os-novos-cretenses.html' title='os novos cretenses'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-4181085933291234331</id><published>2011-11-10T09:00:00.000-03:00</published><updated>2012-01-16T09:13:58.345-03:00</updated><title type='text'>textos cheios de graça ...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quando lemos as páginas de livros como &lt;i&gt;Natural:mente&lt;/i&gt; e&lt;i&gt; Língua e Realidade&lt;/i&gt;, de Flusser, podemos chegar a vislumbrar o efeito encantador dos últimos escritos de Wittgenstein e Heidegger para o exercício da filosofia. Páginas e páginas improdutivas, no melhor sentido do termo, pura Algarávia, apenas Conversa Fiada. A atitude assumida pelo narrador é explicitamente "irônica", &amp;nbsp;jamais irada como a socrática. Ao final da leitura não se tem nada, pois não se tentou nada. Todavia, não se pode acusá-lo jamais de moralista ou dogmático, mas também não de cético ou niilista, e muito menos cínico. Tais posturas, mesmo ao sorrir, mordem e &amp;nbsp;indignam; ferem quando aderem, excluem ao incluir. Esse não, ele se mantém na finura da palavra, na fissura do verbo bem educado, ao ponto de ousar &lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;um texto cheio de graça, e sem espírito&lt;/span&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Com efeitos ainda seducentes, embora deletérios, nesse tipo de livro não temos mais aquela pré-tensão armada pelas tentações do OU angústia OU tédio, ou ainda pelo OU escravidão OU dominação, OU altivo OU lascivo. O que se lê, melhor, se vê, é um frívolo deixar-se ir pela palavra sem por quê nem para quê, aquela palavra que um Aristóteles já recusara com toda a palavra de que ele era capaz. O mais inominável é que o autor usa o esquema nietzschiano, &lt;i&gt;superficial por profundidade&lt;/i&gt;, para "justificar" sua leviana indisciplina filosófica. E nisso ele é genial, sem todavia ir além do raso.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Heidegger se apropriou da expressão "&lt;i&gt;Gelassenheit&lt;/i&gt;" para indicar essa atitude, de fim da filosofia, que muitos traduzem por serenidade, sem perceber que essa palavra diz outra coisa. A palavra "serenidade" pode também traduzir a expressão "&lt;i&gt;Heiterkeit&lt;/i&gt;", aquela usada por Nietzsche para indicar o "fim" da filosofia. "&lt;i&gt;Heiterkeit&lt;/i&gt;" traduz em alemão o que a palavra grega "&lt;i&gt;Galene&lt;/i&gt;" dizia, a saber, a condição do sol da manhã, céu claro, mar calmo e ventos suaves, promessa de boa navegação. Vê-se que a palavra escolhida por Heidegger aponta para o deixar ser, a passividade diante do acontecer, o entardecer do espírito que se sabe no fim, enquanto que a palavra de Nietzsche é um convite à ação, indica a atividade para o acontecer, o espírito de aventura. Um, diante do pão e do vinho, pensa na vida, outro aí celebra a morte; nenhum nenhoutro - à margem, vê-se a dupla ilusão.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Flusser pensa em termos heideggerianos, sem o dizer, a condição deletável da filosofia a partir de Wittgenstein - enfim, esses acabamentos do espírito do século passado. Todo fim, porém, é o sinal de um início diferente. Ao dedicar-se a pensar o pensamento como imagem, como desenho, ele contenta-se com esboços. Por isso, o introdutor do livro &lt;i&gt;Língua e Realidade&lt;/i&gt;, depois de quarenta anos, não consegue dizer o que o livro disse de importante, mas apenas que ele é importante. Ora, o que mais se mostra nesse livro é que o pensamento de Flusser ali expresso é refutado por cada parágrafo do texto. As teses de Flusser sobre as diferenças intransponíveis das línguas desmentem-se pela existência do próprio texto de Flusser que diz em bom português mediano as diferenças entre as línguas, por conseguinte, que as sobrepassa. A autonomia semântica do texto se mostra aí fatal para o que ele quer dizer, pois o seu texto desdiz o que ele diz, &lt;i&gt;a contrario&lt;/i&gt;, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;o seu texto diz o que ele desdiz&lt;/span&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O livro dá em nada, nonada! Os filósofos afeitos ao fim de tarde, quando deixamos ser o que já aconteceu, e somos mais para adiamentos do que para aviamentos, dirão, está bem assim, é isso o que há, é isso o que se diz, cabe apenas dizer nada de nada, é isso aí o que nos resta. Os filósofos dos passeios e sanatórios, das academias e estações de inverno, afeitos a uma Terapia, dirão, isso faz bem, assim é melhor, antes nada do que alguma coisa. A desoperacionalização do filósofo é alcançada por ambas essas vias. E assim também desonerado, ele pode receber seu salário e sua bolsa sem pestanejar, basta falar por falar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As tentativas de dizer o que não se pode dizer fracassam justamente quando se diz que isso e aquilo não se pode dizer, quando alguém diz que isso não se diz: invariavelmente a forma e o sentido desses discursos dizem o que é dito indizível. A atitude de um Crátilo e um Pirro ainda hoje são viáveis, por mais fulgurantes que esses gorjeios gorgianos o sejam. No seu auge, eles não se despotenciaram, pois isso significaria desvirtuar-se.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas, que fala é essa a minha? &lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Quem hoje ainda sabe o que é&lt;/span&gt;, no sentido de exercitar, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;virtù&lt;/span&gt;!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-4181085933291234331?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/4181085933291234331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=4181085933291234331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/4181085933291234331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/4181085933291234331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/11/textos-cheios-de-graca.html' title='textos cheios de graça ...'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-7330512420574299734</id><published>2011-11-09T13:41:00.001-03:00</published><updated>2011-11-09T13:42:14.135-03:00</updated><title type='text'>Roma 1,  Atenas 0</title><content type='html'>A união aduaneira européia acaba de emplacar mais uma vitória de&amp;nbsp;Roma sobre Atenas.&lt;br /&gt;A democracia não resiste à força do capital. Não adianta reclamar, apenas calar-se, e pagar a conta.&lt;br /&gt;Que ironia para os ateus europeus, que balanço de caixa!&lt;br /&gt;Se não paga o dízimo, não tem direito à graça d'àgua benta.&lt;br /&gt;Ainda assim esse tratamento é mais humano quando comparado àquele dispensado pelos europeus e americanos aos capatazes dos povos escravizados na produção de petróleo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-7330512420574299734?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/7330512420574299734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=7330512420574299734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/7330512420574299734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/7330512420574299734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/11/roma-1-atenas-0.html' title='Roma 1,  Atenas 0'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-7865586759489983525</id><published>2011-11-09T13:32:00.000-03:00</published><updated>2011-11-10T18:14:56.891-03:00</updated><title type='text'>ético, ma non tropo</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Er_diWUQ_eI/Trw9Kh_ZxcI/AAAAAAAAANo/BJIexve4Rxk/s1600/ethic.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-Er_diWUQ_eI/Trw9Kh_ZxcI/AAAAAAAAANo/BJIexve4Rxk/s400/ethic.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O &lt;i&gt;outdoor&lt;/i&gt; está muito bem posto e diz o que se deve dizer. Como plano de fundo a imagem de alguém lendo um livro na biblioteca, e a frase:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Não adianta estudar ética e não devolver o troco que veio a mais"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Com efeito, a inferência do conhecer ao fazer é sem dúvida falaciosa, e ainda mais o raciocínio que conclui "ético" onde encontra ações corretas e legais. Quando se trata de dinheiro público, o que vemos em todas as esferas é "se veio a mais e tá sobrando, então chame os amigos e sobretudo as amigas!", - mas tá tudo dentro da lei, conforme os regulamentos, diz o cretino.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agora, o inusitado é que "devolver o troco" é justamente o que proíbe a ética desde Sócrates. "Não dar o troco" é como o "Não julgueis" e "Não atire a primeira pedra".&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De alguma maneira, o cartaz nos incita a &lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta;"&gt;devolver o troco&lt;/span&gt;, sobretudo quando "veio a mais". &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #e69138;"&gt;O que é que vem a mais&lt;/span&gt; fica não dito: digamos que seja a violência urbana, que seja as falcatruas dos empresários, que seja a sordidez dos médicos e clínicas médicas, que seja as fofocas e intromissões das empresas da imprensa livre para lucrar com nossas mazelas, o que significa "devolver o troco" para isso que "vem a mais" todos os dias, como pedras jogadas do céu sobre formigas?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;A sério, como dar o troco a esse troço?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-7865586759489983525?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/7865586759489983525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=7865586759489983525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/7865586759489983525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/7865586759489983525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/11/etico-ma-non-tropo.html' title='ético, ma non tropo'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Er_diWUQ_eI/Trw9Kh_ZxcI/AAAAAAAAANo/BJIexve4Rxk/s72-c/ethic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-8609698897894852784</id><published>2011-10-29T10:41:00.000-03:00</published><updated>2011-10-29T10:51:04.174-03:00</updated><title type='text'>Na Vigília, ou saindo da Caverna</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vG0vsmWE038/TqwBkIZKgZI/AAAAAAAAANM/iESNwlpr4dg/s1600/1319893921-picsay.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-vG0vsmWE038/TqwBkIZKgZI/AAAAAAAAANM/iESNwlpr4dg/s320/1319893921-picsay.jpg" width="289" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span id="goog_1882928573"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1882928574"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-8609698897894852784?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/8609698897894852784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=8609698897894852784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/8609698897894852784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/8609698897894852784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/10/na-vigilia.html' title='Na Vigília, ou saindo da Caverna'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vG0vsmWE038/TqwBkIZKgZI/AAAAAAAAANM/iESNwlpr4dg/s72-c/1319893921-picsay.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-5149679357717300765</id><published>2011-10-27T08:28:00.001-03:00</published><updated>2012-01-16T09:17:31.322-03:00</updated><title type='text'>Equívocos pós-metafísicos</title><content type='html'>O atual consenso, digo, o acordo tácito dos profissionais da filosofia, reza que a metafísica e a ontologia estão ultrapassadas definitivamente, sobretudo com as obras de Kant e Wittgenstein. As mesmas pessoas que subscrevem esse consenso, todavia, elaboram e ganham dinheiro e fama fazendo ética, estética e epistemologia, como se os movimentos e argumentos que derrubaram as pré-tensões metafísicas não abalassem também essas disciplinas. Isso não é apenas uma engano inocente, é uma falsa consciência e uma desonestidade intelectual. Contudo, uma vez que os conceitos de consciência verdadeira e de honestidade apenas fazem sentido normativo se pensadas em termos metafísicos, essa consequência mais libera do que constrange.&lt;br /&gt;O fato é que falar hoje em verdade, em valor intrínseco, dever, direito - pelo cão, "valor intrínseco" - é tão metafísico quanto falar de bem em si e de valor absoluto.&lt;br /&gt;Se a metafísica foi deslegitimada, a ética e a ciência o foram ainda mais.&amp;nbsp; Que os os falsos "inocentes" sejam capazes de ao mesmo tempo recusarem a ontologia de Aristóteles e abraçarem sua ética, atitude essa que não difere em nada daqueles que abraçam a ética kantiana, escondendo debaixo do tapete, digo, debaixo dos postulados, a sua metafísica intrínseca, não minora o erro de supor ultrapassagens e vitórias do cavaleiro mas não do cavalo, tal como a pomba que pensa voar melhor no vácuo. O fato de que Levinas e Putnam, dois espíritos opostos em tudo, compartilhem o credo de que agora se pode fazer ética sem ontologia, é um indício da cegueira causada pelo desejo de &lt;span style="background-color: red;"&gt;salvar-se&lt;/span&gt; via a teologia e a ciência, sem ter de pagar as promissórias de uma ontologia suposta e escondida na manga, mas para a qual não se tem capital intelectual suficiente para sustentá-la em público. O pragmatismo, &lt;i&gt;a la&lt;/i&gt; Wittgenstein ou Habermas, que poderia ainda justificar a crítica a metafísica, sossobra quando se explicita o moralismo que ele requer. Com efeito devastador para as metalidades, esse moralismo infundado, é o último refúgio dos crentes sem fé.&lt;br /&gt;Assumir e ousar a indisciplina ontológica, hoje, a altivez metafísica, que não se rende ao cientificismo pragmático e muito menos ao ceticismo ético e providencial dos pesquisadores de editais, é ainda um caminho para os lúcidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-5149679357717300765?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/5149679357717300765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=5149679357717300765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/5149679357717300765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/5149679357717300765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/10/equivocos-pos-metafisicos.html' title='Equívocos pós-metafísicos'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-1179246387924142417</id><published>2011-10-25T17:06:00.000-03:00</published><updated>2011-10-25T17:25:54.072-03:00</updated><title type='text'>leituras para o verão</title><content type='html'>&lt;br /&gt;1.  &lt;a href="http://dl.dropbox.com/u/1249041/braida%20-%20ensaios%20ontologicos.pdf"&gt;&lt;b&gt;Ensaios Ontológicos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.  &lt;a href="http://dl.dropbox.com/u/1249041/braida%20-%20filosofia_e_linguagem%282011%29.pdf"&gt;&lt;b&gt;Filosofia e Linguagem&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.  &lt;a href="http://www.blogger.com/%20http://dl.dropbox.com/u/1249041/braida%20-%20antologia%20de%20ontologia.pdf"&gt;&lt;b&gt;Antologia de Ontologia&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.  &lt;a href="http://dl.dropbox.com/u/1249041/braida%20-%20ensaios%20semanticos%282011%29.pdf"&gt;&lt;b&gt;Ensaios Semânticos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.  &lt;a href="http://dl.dropbox.com/u/1249041/braida%20-%20exercicios%202011.pdf"&gt;&lt;b&gt;Exercícios de Desilusão&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-1179246387924142417?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/1179246387924142417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=1179246387924142417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/1179246387924142417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/1179246387924142417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/10/leituras-para-o-verao.html' title='leituras para o verão'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-4363083722875731756</id><published>2011-08-18T10:41:00.005-03:00</published><updated>2011-09-13T15:34:01.644-03:00</updated><title type='text'>Se possível, desconfiar sempre das historietas dos discípulos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;O que mais me incomoda nos debates filosóficos no nosso ambiente acadêmico é a visão distorcida da história do pensamento propiciada pelas "estórias" contadas, como se fosse a própria verdade, pelos comentadores e discípulos, às vezes pelos próprios pensadores. Kantianos, Heidegerianos e Wittgensteinianos são os mais afeitos a contar como as coisas aconteceram de modo a que Kant, Heidegger e Wittgenstein apareçam como os heróis do pensamento. A moral é sempre a mesma: esse ou aquele autor é a verdade, logo, não se &lt;i&gt;pode&lt;/i&gt; pensar assim, não se &lt;i&gt;deve&lt;/i&gt; dizer isso ou aquilo, &lt;i&gt;depois&lt;/i&gt;&amp;nbsp;desse ou daquele autor. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;O tom &lt;i&gt;moral&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;&amp;nbsp;de suas argumentações e historicizações é patente, e falso.&amp;nbsp;Em geral, essas seitas pensam que justamente se pode passar de K diretamente para H e W, sem nenhuma mediação histórica, e que esses marcos estão eles mesmos fora da história, pois a história da filosofia conta-se a partir deles. Mas o mais intragável é a afirmação implícita de que esse caminho é necessário para o pensar atual, que esses pensadores são indepassáveis. A real é que o são realmente, mas apenas para os seus crentes! A passagem de Husserl a Heidegger, ou de Frege a Wittgenstein é um fato, apenas; pois essa factualidade não é fatal, visto ser ela mesma contingente! Não basta desconfiar, faz-se necessário propriamente &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;dispensar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt; essas histórias.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;Os erros históricos advém de vícios metódicos reiterados sem nenhuma reflexão. Um desses vícios consiste em fixar dois autores, por exemplo, Hume e Quine, e então fazer o sofisma de deduzir um esquema de história do pensamento que permita passar-se do primeiro ao último, encaixando todos os autores e obras intermediárias nesse esquema. O que não encaixa simplesmente é deixado de lado como não importando.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-4363083722875731756?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/4363083722875731756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=4363083722875731756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/4363083722875731756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/4363083722875731756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2011/08/desconfiar-sempre-das-historietas-dos.html' title='Se possível, desconfiar sempre das historietas dos discípulos'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-6766627279255204088</id><published>2010-09-12T18:42:00.000-03:00</published><updated>2011-10-18T09:07:00.102-03:00</updated><title type='text'>Ontologicamente distintos, porém iguais!</title><content type='html'>Quando perguntamos a alguém sobre o tipo de entidade que é o ser humano, hoje, em geral obtemos a resposta: "Uma entidade natural, pertecente à natureza!". Outros, mais avisados, dizem: "Uma entidade natural e histórica". Com isso se quer dizer que o ser humano é uma deriva das forças físico-químico-biológicas-psíquicas-sociais e históricas. Alguns dirão que o humano é puramente histórico, e que sua base natural (corpo biológico) é apenas um suporte sem importância. Os crentes, e eles são muitos, acreditam que o ser humano não é ontologicamente natural nem histórico, pois nele o essencial seria o toque divino ou a centelha de deus-pai.&lt;br /&gt;Todavia, essas respostas ainda pensam sob o fascínio do monismo ontológico. Agora, um pouco de reflexão pode nos fazer ver que os indivíduos humanos atualmente existentes não pertencem a uma única categoria ontológica, mas sim pelo menos a três, caso aceitemos a ideia de que uma categoria ontológica implica condições de existência e de identidade.&lt;br /&gt;Com efeito, há aqueles humanos que existem e são o que são inteiramente pela deriva das forças e da causalidade naturais; há outros indivíduos humanos, a grande maioria, que existem e são em função de regras histórico-sociais, pois nasceram e foram educados como tais explicitamente sob o regime de leis e instituições históricas; por fim, há agora aqueles outros que são o que são e existem em função de intervenções técnicas e científicas no processo de fecundação, gestação, nascimento e vida.&lt;br /&gt;Podemos nomear essas três categorias de "natural", "institucional" e "maquínica". Essas três categorias de seres humanos implicam condições de existência e de identidade muito diferentes, mas isto não se reflete no "ser-humano" dessas entidades. &amp;nbsp;Os indivíduos pertencentes a elas são humanos igualmente, tanto do ponto de vista jurídico quanto social. &lt;br /&gt;Isso, por conseguinte, significa que o "ser-humano" traz em si uma &lt;i&gt;indiferença ontológica&lt;/i&gt;, no preciso sentido de que entidades ontologicamente distintas podem &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt;&amp;nbsp;humanas plenamente. Talvez esteja nessa indiferença a matriz do "mal" característico das entidades desse tipo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-6766627279255204088?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/6766627279255204088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=6766627279255204088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/6766627279255204088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/6766627279255204088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2010/09/ontologicamente-distintos-porem-iguais.html' title='Ontologicamente distintos, porém iguais!'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-45637072574333886</id><published>2010-09-11T21:32:00.000-03:00</published><updated>2011-10-18T09:07:00.102-03:00</updated><title type='text'>O que significa mesmo o tal de "dever ser"?</title><content type='html'>Ei, você, o que me diz sobre o fisicalismo, a tese que diz que toda realidade é uma realidade fisical?&lt;br /&gt;Bem, eu me dedico à pesquisa do dever-ser, logo se tudo é fisical ou não, tanto faz tanto fez.&lt;br /&gt;Mas você nega o fisicalismo?&lt;br /&gt;Não, eu renego o fisicalismo, mas nem por isso sou anti-fisicalista!&lt;br /&gt;E o que significa esse "dever-ser"? Do que se trata, afinal?&lt;br /&gt;Bem, trata-se das regras do preferível e do recusável. O que um humano deve fazer e deve não-fazer. Eu mesmo investigo a racional dessas regras, tão somente.&lt;br /&gt;Tudo bem, mas mesmo assim essas regras apenas fazem sentido e são válidas para uma entidade do tipo humano, não?&lt;br /&gt;Sim, obviamente.&lt;br /&gt;E esse humano, por um acaso da natureza, é fisical ou não?&lt;br /&gt;Justamente, tanto faz tanto fez. Seja lá o que for o humano, certas ações são preferíveis e outras não!&lt;br /&gt;Mas, isso não tem a ver com o que essa entidade, do tipo "humano", é?&lt;br /&gt;Ora, veja, eu não me faço essa pergunta. Apenas discuto que decisões e ações racionalmente são dignas ou indignas para um humano entre outros humanos.&lt;br /&gt;Tudo bem, compreendo a sua dispensa de pensar o ser do ser humano, embora veja que sua posição seja como a de um saco de plástico que flutua no ar.&lt;br /&gt;Não entendi!&lt;br /&gt;Mesmo assim lhe digo, eu sei no que você se sustenta, sem confessar, todavia. &amp;nbsp;Eu, porém, vou dizer com todas as letras. No caso do ser humano, eu penso que há uma &lt;i&gt;indiferença ontológica&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que justamente nos libera dessas questões. O ser humano é indiferente em relação à sua base ontológica. O que lhe cabe e o que não lhe cabe, por conseguinte, independe da base ôntica que o realiza e atualiza.&lt;br /&gt;Não entendo, eu não diria tanto!&lt;br /&gt;Bem, se você dispensasse o seu próprio pensamento, talvez você então perceberia que ele fica aquém do que convém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-45637072574333886?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/45637072574333886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=45637072574333886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/45637072574333886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/45637072574333886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2010/09/o-que-significa-mesmo-o-tal-de-ser.html' title='O que significa mesmo o tal de &amp;quot;dever ser&amp;quot;?'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-19966113237221379</id><published>2009-06-02T19:55:00.000-03:00</published><updated>2011-10-18T09:05:38.623-03:00</updated><title type='text'>O conceito de conceito em Friedrich G. Frege</title><content type='html'>Na obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fundamentos da Aritmética&lt;/span&gt;, Frege faz várias observações sobre o conceito de conceito, as quais indicam o seu afastamento em relação à concepção moderna. Eu penso que o conceito de conceito introduzido por Frege tinha por objetivo apreender o caráter &lt;i&gt;formal&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; da lógica, tal como Kant havia proposto, e&lt;/span&gt;mbora Frege tenha recusado a interpretação formalista da lógica e da matemática. No entanto, esta recusa refere-se à ideia de que os sinais lógico-matemáticos seriam desprovidos de sentido e contéudo. Todavia, ao tentar ser kantiano Frege vai além e acaba por abandonar o esquematismo do pensador que nunca saiu de Könisberg! Nessa viagem para além do kantismo, Frege irá deixar de lado tanto a tese de que os conceitos são abstrações da intuição sensível quanto a tese de que eles são estruturas intrínsecas ao entendimento. Bem, deixemos o cara falar:     &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§ 26.   Distingo o objetivo do palpável, espacial e efetivamente real. O eixo da Terra e o centro da massa do sistema solar são objetivos, mas prefiriria não chamá-los de efetivamente reais como a própria Terra. Chama-se frequentemente o equador de linha imaginária; mas seria falso chamá-lo de linha imaginada; ele não nasceu do pensamento, não é produto de um processo mental, mas é apenas conhecido, apreendido pelo pensamento. Se o tornar-se conhecido fosse gênese não poderíamos dizer dele nada de positivo no que concerne ao período anterior a esta suposta gênese.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;.... [representações espaciais ] … Nelas é objetivo o que é conforme a leis, conceitual, ajuizável, o que se deixa exprimir em palavras. O puramente intuível não é comunicável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim, entendo por objetividade uma independência com respeito a nosso sentir, intuir, representar, ao traçado de imagens internas a partir de lembranças de sensações anteriores, mas não uma independência com respeito à razão; pois responder à questão do que são as coisas independentemente da razão significa julgar sem julgar, lavar-se e não se molhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§ 27. Representação em sentido subjetivo é aquilo a que se referem as leis psicológicas da associação; sua natureza é sensível, figurativa. Representação em sentido objetivo pertence à lógica, sendo essencialmente não sensível, embora a palavra que significa uma representação objetiva frequentemente carregue consigo também uma subjetiva, que não é contudo seu significado. A representação subjetiva, na maioria dos casos, é nitidamente diferente em diferentes pessoas, a objetiva é a mesma para todas. As representações objetivas podem-se classificar em objetos e conceitos. Para evitar confusão, empregarei “representação” apenas em sentido subjetivo. Kant, por ter associado a esta palavra ambos os significados, emprestou a sua teoria uma coloração muito subjetiva, idealista, e dificultou o discernimento de sua verdadeira concepção. A distinção feita aqui é tão legítima quanto aquela entre psicologia e lógica. Pudessem elas sempre ser mantidas rigorosamente distintas! &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§46. […] Se observando o mesmo fenômeno exterior posso dizer de modo igualmente verdadeiro: “Isto é um grupo de árvores” e “isto são cinco árvores”, ou “aqui há quatro companhias” e “aqui há 500 homens”, o que varia não é o objeto singular nem o todo, o agregado, mas sim minha maneira de denominar. No entanto, isto é apenas índice da substituição de um conceito por outro. Impõe-se assim, […], que a indicação numérica contém um enunciado sobre um conceito. É i qye fuca talvez mais claro no caso do número 0. Se digo: “Vênus tem 0 luas”, não há absolutamente nenhuma lua ou agregado de luas sobre o que algo se pudesse enunciar; mas ao conceito “lua de Vênus” atribui-se deste modo uma propriedade, a saber, a de não subsumir nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§47. Que uma indicação numérica expresse algo fatual, independente de nossa apreensão, pode surpreender apenas quem tome o conceito por algo subjetivo, como a representação. Mas esta concepção é falsa. Se subordinamos, por exemplo, o conceito de corpo ao de pesado, ou o de baleia ao de mamífero, assertamos algo objetivo. Ora, se os conceitos fossem subjetivos, também a subordinação de um a outro, enquanto relação entre eles, seria subjetiva, como o é uma relação entre representações. É certo que à primeira vista a proposição “Todas as baleias são mamíferos” pareça tratar de animais; mas se perguntamos de que animais se está falando, não se pode indicar nenhum em particular. Posta uma baleia diante de nós, nossa proposição não afirmará nada a seu respeito. Não se poderia deduzir que o animal em questão fosse mamífero sem admitir a proposição de que é uma baleia, o que nosssa proposição não implica. De modo geral, é impossível falar de um objeto sem de alguma maneira designá-lo ou nomeá-lo. A palavra “baleia”, porém, não nomeia nenhum ser singular. ....&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§49. [...] comete o erro de supor que o conceito apenas possa ser obtido diretamente por abstração a partir de vários objetos. Pelo contrário, pode-se também chegar a um conceito partindo-se das notas características; e neste caso é possível que nada caia sob ele. Se isto não acontecesse, nunca se poderia negar a existência, e assim também a afirmação de existência perderia conteúdo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§51. [...]Quanto a um conceito, a questão é sempre a de saber se algo cai sob ele, e o quê. Quanto a um nome próprio, questões como esta são desprovidas de sentido. Não devemos nos deixar enganar pelo fato de a linguagem usar nomes próprios, por exemplo Lua, como termos conceituais, e vice-versa; apesar disto a diferença subsiste.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;   &lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§53.  Por propriedades que se enunciam de um conceito entendo naturalmente não as notas características que compõem o conceito. Estas são propriedades das coisas que caem sob o conceito, não do conceito. Assim, retângulo não é uma propriedade do conceito “triângulo retângulo”; mas a proposição de que não existe triângulo retângulo retilíneo equilátero enuncia uma propriedade do conceito “triângulo retângulo retilíneo equilátero”; ela atribui-lhe o número zero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[ ....]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também seria falso negar que a existência e a unicidade pudessem, em alguns casos, ser notas características de conceitos. Elas apenas não são notas dos conceitos a que poderiam ser atribuídas conforme a sugestão da linguagem. Por exemplo, se todos os conceitos sob os quais cai um único objeto forem reunidos sob um conceito, a unicidade será nota característica deste conceito. Cairia sob ele, por exemplo, o conceito “lua da Terra”, mas não o corpo celeste assim chamado. Pode-se pois fazer um conceito cair sob outro superior, ou, por assim dizer, sob um conceito de segunda ordem. Não se deve porém cofundir esta relação com a de subordinação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§54.  O conceito “letra da palavra &lt;i&gt;Zahl&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;” delimita o&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;z&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;em oposição ao&lt;/span&gt;&lt;i&gt; a&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, este em oposição ao &lt;/span&gt;&lt;i&gt;h&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, etc... O conceito “sílaba da palavra &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Zahl&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;” destaca a palavra como um todo e como algo indivisível, no sentido de que suas partes não caem mais sob o conceito “sílaba da palavra &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Zahl&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;”. Nem todo conceito é desta natureza. Podemos decompor, p. ex., o que cai sob o conceito de vermelho de diversas maneiras, sem que as partes deixem de cair sob ele. A um tal conceito não convém nenhum número finito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§ 70. O conceito relacional pertence pois, como o simples, à lógica pura. Não entra aqui em consideração o conteúdo particular da relação, mas tão-somente sua forma lógica. E o que desta se puder enunciar será analiticamente verdadeiro e conhecido &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Isto vale tanto para os conceitos relacionais como para os demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§ 74.  Que um conceito contenha uma contradição, nem sempre é tão evidente que dispense investigação; para investigá-lo é preciso antes possuí-lo e tratá-lo logicamente como outro qualquer. Tudo o que, do ponto de vista da lógica e no que concerne ao rigor da demonstração, se pode exigir de um conceito é sua delimitação precisa, que fique determinado, para cada objeto, se cai ou não sob ele. Ora, esta exigência é estritamente satisfeita por conceitos que contêm contradição, como “diferente de si próprio”; pois sabe-se a respeito de todo objeto que ele não cai sob este conceito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Emprego a palavra ‘conceito’ de maneira a ser&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; “&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; cai sob o conceito F”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;a forma geral  de um conteúdo ajuizável que trate de um objeto &lt;/span&gt;&lt;i&gt;a &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;e permaneça ajuizável substituindo-se &lt;/span&gt;&lt;i&gt;a&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; pelo que quer que seja.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§88.  Kant parece conceber o conceito determinado por características coordenadas; esta é contudo uma das maneiras menos fecundas de formar conceitos. Passando em revista as definições dadas acima, dificilmente encontrar-se-á uma desta espécie. O mesmo vale para as definições realmente fecundas em matemática, por exemplo a de continuidade de uma função. Não temos aí uma série de características coordenadas, mas uma ligação mais íntima, eu diria orgânica, de determinações. Pode-se representar intuitivamente a diferença por uma imagem geométrica. Representando-se os conceitos (ou suas definições) por regiões de um plano, ao conceito definido por características coordenadas corresponde a região comum a todas as regiões associadas às características, ela será circunscrita por parte de seus limites. No caso de uma tal definição trata-se – para falar por imagens – de empregar as linhas já dadas de maneira nova a fim de delimitar uma região. Mas não aparece aí nada essencialmente novo. As determinações fecundas de conceito traçam limites que absolutamente ainda não haviam sido dados. O que deles se pode concluir, não é possível antever; não se tira simplesmente da caixa o que nela se havia posto. Estas consequências ampliam nosso conhecimento e dever-se-ia considerá-las como sintéticas; no entanto, podem ser demonstradas de maneira puramente lógica, sendo analíticas. Estão de fato contidas nas definições, mas como a planta na semente, e não como a viga em uma casa. Frequentemente são necessárias várias definições para demonstrar uma proposição, que consequentemente não está contida em nenhuma particular, seguindo-se contudo de todas em conjunto, de maneira puramente lógica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§ 89.  Devo também contradizer a generalidade da afirmação de Kant: sem a sensibilidade nenhum objeto nos seria dado. O zero e o um são objetos que não nos podem ser dados sensivelmente. Mesmo aqueles que consideram os números menores como intuíveis devem contudo conceder que nenhum número maior que 1000&lt;sup&gt;1000&lt;/sup&gt;&lt;sup&gt;1000&lt;/sup&gt;  lhes pode ser dado intuitivamente, e que apesar disto sabemos muito a seu respeito. Talvez Kant tenha empregado a palavra “objeto” em sentido um tanto diferente; mas neste caso o zero, o um, nosso &lt;span style="font-family:Times New Roman, serif;"&gt;∞1&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, serif;"&gt;,&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ficam fora de toda consideração, pois conceitos, também não o são, e Kant requer qeu mesmo aos conceitos se junte um objeto na intuição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;§ 95. Rigorosamente, apenas é possível estabelecer a ausência de contradição em um conceito demonstrando-se que algo cai sob ele. O inverso seria um erro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-19966113237221379?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/19966113237221379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=19966113237221379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/19966113237221379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/19966113237221379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2009/06/o-conceito-de-conceito-em-friedrich-g.html' title='O conceito de conceito em Friedrich G. Frege'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22658832.post-4328727416224164815</id><published>2009-01-08T20:34:00.000-03:00</published><updated>2011-10-18T09:05:38.623-03:00</updated><title type='text'>O que é um conceito?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Um modo de compreender o que é um conceito é tomá-lo como um plexo de implicações entre diferenças. Dadas as diferenças, algumas têm relações de implicação: pressuposição, consequência, fundação, envolvimento, analogia, etc. Um esquema que fixa essas relações é um conceito, o qual pode ser visto como uma regra, embora as relações entre as diferenças  sejam independentes de nosso arbítrio. Por isso mesmo, não é fácil estabelecer um conceito, em geral  são várias as tentativas até se poder falar "no" conceito X. Mas uma vez fixado um,  instaura-se uma rede de implicações, de pressuposições para a sua aplicação e de consequências de seu uso. Nem sempre essa rede de implicações é explícita, e jamais ela se esgota, pois para cada novo conceito introduzido já estão fixadas certas relações de implicação e elas não podem ser alteradas. Uma vez dados dois conceitos, as suas relações de implicação, de anterioridade lógica, de dependência quanto à ordem de definibilidade, de ordem de aplicação já de antemão estão vigindo. Todavia, ainda resta obscuro como isso se dá. Há que se investigar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22658832-4328727416224164815?l=scismas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://scismas.blogspot.com/feeds/4328727416224164815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22658832&amp;postID=4328727416224164815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/4328727416224164815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22658832/posts/default/4328727416224164815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://scismas.blogspot.com/2009/01/o-que-e-um-conceito.html' title='O que é um conceito?'/><author><name>ZeN o ZeN</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-MQYrvHdbYq4/Tp1wKvYekeI/AAAAAAAAAJ8/QM7jkswLYj0/s220/cel.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
